PALAVRAS DE UM POETA AFRICANO
Meus caros irmãos,
Quando nasci era negro,
Agora cresci e sou negro,
Quando tomo Sol fico negro,
Quando estou com frio fico negro,
Quando estou doente fico negro,
Quando eu morrer ficarei negro,
E você homem branco,
Quando nasce é rosa,
Quando cresce fica branco,
Quando toma Sol fica vermelho,
Quando sente frio fica roxo,
Quando sente medo fica verde,
Quando morre fica cinza.
E ainda tem coragem de me chamar de homem de cor!
Autor desconhecido.
ZUMBI
Zumbi morreu na guerra
Eterno ele será
Rei justo e companheiro
Morreu pra libertar
Zumbi morreu na guerra
Eterno ele será
Se negro está lutando
Zumbi presente está
Herói cheio de glórias
Eterno ele será
À sombra da gameleira
A mais frondosa que há
Seus olhos hoje são lua,
Sol, estrelas a brilhar
Seus braços são troncos de árvores
Sua fala é vento é chuva
É trovão, é rio, é mar.
Solano Trindade (1908 – 1974)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Sugestões (Dicas)
DICAS DE LIVROS
Como as histórias se espalharam pelo mundo (Autor Rogério Andrade Barbosa / Ilustrado por Graça Lima / DCL - Difusão Cultural do Livro)
Os príncipes do destino: Histórias da mitologia afro-brasileira (Autor Reginaldo Prandi / Editora COSAC NAIFY)
Ifá, o adivinho (Autor Reginaldo Prandi / Editora Companhia das Letrinhas)
Uma idéia luminosa (Rogério Andrade Barbosa / Editora Pallas)
O cabelo de Lelê (Autora Valéria Belém / Companhia Editora Nacional)
Koumbá e o Tambor Djambê (Autora Madu Costa / Desenhos de Rubem Filho / Editora Mazza)
Histórias da Preta (Autora Heloísa Pires Lima / Ilustrações de Laurabeatriz / Editora Companhia das Letrinhas)
DICAS DE VÍDEOS
Kirikú e a feiticeira (um filme de Michel Ocelot / Edições Paulinas)
Kirikou – Os animais selvagens (um filme de Michel Ocelot)
Vista a minha pele (CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades / Secretaria Especial dos Direitos Humanos)
Brasil negro, escola branca (documentário)
Salto para o futuro (coleção TV Escola – Relações Étnico-raciais)
REVISTA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS
Edição nº 51 (Quilombo de Palmares)
Edição nº 168 (Especial África)
DICA DE CD (álbum)
CD Pé com pé (de Sandra Peres e Paulo Tatit)
Este CD infanto-juvenil aborda diversos ritmos africanos
Como as histórias se espalharam pelo mundo (Autor Rogério Andrade Barbosa / Ilustrado por Graça Lima / DCL - Difusão Cultural do Livro)
Os príncipes do destino: Histórias da mitologia afro-brasileira (Autor Reginaldo Prandi / Editora COSAC NAIFY)
Ifá, o adivinho (Autor Reginaldo Prandi / Editora Companhia das Letrinhas)
Uma idéia luminosa (Rogério Andrade Barbosa / Editora Pallas)
O cabelo de Lelê (Autora Valéria Belém / Companhia Editora Nacional)
Koumbá e o Tambor Djambê (Autora Madu Costa / Desenhos de Rubem Filho / Editora Mazza)
Histórias da Preta (Autora Heloísa Pires Lima / Ilustrações de Laurabeatriz / Editora Companhia das Letrinhas)
DICAS DE VÍDEOS
Kirikú e a feiticeira (um filme de Michel Ocelot / Edições Paulinas)
Kirikou – Os animais selvagens (um filme de Michel Ocelot)
Vista a minha pele (CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades / Secretaria Especial dos Direitos Humanos)
Brasil negro, escola branca (documentário)
Salto para o futuro (coleção TV Escola – Relações Étnico-raciais)
REVISTA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS
Edição nº 51 (Quilombo de Palmares)
Edição nº 168 (Especial África)
DICA DE CD (álbum)
CD Pé com pé (de Sandra Peres e Paulo Tatit)
Este CD infanto-juvenil aborda diversos ritmos africanos
Máscaras africanas
A máscara é a forma mais conhecida da arte africana e constitui um processo de transformação muito apreciado por essa cultura. Em geral, as máscaras têm um papel sagrado em sua representação. Elas podem ser criadas para garantir boas colheitas, para identificar famílias ou clãs, para cerimônias de iniciação masculinas e femininas, para casamentos, nascimentos e funerais.
A linguagem da arte das máscaras só poderá ser analisada em seu caráter universal se estivermos atentos para conhecer o contexto histórico e sócio-cultural no qual a obra foi realizada.
Para os africanos, uma máscara protege quem carrega. Ela se destina a captar a força vital de um ser humano ou de um animal. Essa energia captada na máscara é controlada e, posteriormente, redistribuída em benefício da coletividade.
A maioria das máscaras africanas é feita de madeira, tem forma assimétrica e distorcida. Muitos escultores utilizam tintas extraídas de folhas, frutos e até mesmo da terra para pintar.
As máscaras africanas e suas formas serviram de inspiração para artistas como Pablo Picasso, Matisse e Giacometti.
Ao trabalhar com máscaras africanas, pretende-se que os alunos tenham acesso a informações sobre essa forma de arte, buscando inspiração nas máscaras, assim como fizeram muitos outros artistas pelo mundo afora. Pretende-se com isso, ampliar a elaboração da composição estética (figura, fundo, linha, cor e organização espacial), o repertório artístico da história da arte, valorizar as cores, as formas nas produções e o desenvolvimento da prática artística por meio da experimentação nos diferentes modos da linguagem visual: pintura, desenho, modelagem e colagem.
A linguagem da arte das máscaras só poderá ser analisada em seu caráter universal se estivermos atentos para conhecer o contexto histórico e sócio-cultural no qual a obra foi realizada.
Para os africanos, uma máscara protege quem carrega. Ela se destina a captar a força vital de um ser humano ou de um animal. Essa energia captada na máscara é controlada e, posteriormente, redistribuída em benefício da coletividade.
A maioria das máscaras africanas é feita de madeira, tem forma assimétrica e distorcida. Muitos escultores utilizam tintas extraídas de folhas, frutos e até mesmo da terra para pintar.
As máscaras africanas e suas formas serviram de inspiração para artistas como Pablo Picasso, Matisse e Giacometti.
Ao trabalhar com máscaras africanas, pretende-se que os alunos tenham acesso a informações sobre essa forma de arte, buscando inspiração nas máscaras, assim como fizeram muitos outros artistas pelo mundo afora. Pretende-se com isso, ampliar a elaboração da composição estética (figura, fundo, linha, cor e organização espacial), o repertório artístico da história da arte, valorizar as cores, as formas nas produções e o desenvolvimento da prática artística por meio da experimentação nos diferentes modos da linguagem visual: pintura, desenho, modelagem e colagem.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Apresentação 2
Este blog trata-se de um Trabalho de Conclusão do Curso Educação para a Diversidade e Cidadania, da UNESP / Campus Bauru - SP.
OBJETIVOS DO BLOG:
- Fornecer aos educadores subsídios pedagógicos (sugestões de atividades / sequências didáticas) para introduzir ou abordar na sala de aula (turmas de 4º e 5º Ano do Ensino Fundamental)questões relacionadas à cultura africana e afro-brasileira;
- Promover discussões a respeito do preconceito racial, bem como reconhecer e valorizar a diversidade étnica e cultural da humanidade.
OBJETIVOS DO BLOG:
- Fornecer aos educadores subsídios pedagógicos (sugestões de atividades / sequências didáticas) para introduzir ou abordar na sala de aula (turmas de 4º e 5º Ano do Ensino Fundamental)questões relacionadas à cultura africana e afro-brasileira;
- Promover discussões a respeito do preconceito racial, bem como reconhecer e valorizar a diversidade étnica e cultural da humanidade.
Marcadores:
apresentação,
finalidade,
objetivos
quarta-feira, 14 de abril de 2010
África Fácil
Atividade 2 “África: Geografia e musicalidades”
Justificativa
A África é rica em diversidade musical e de instrumentos. Em todo continente há tambores de diversas formas, tamanhos e sonoridades, cordas, chocalhos e as marimbas e kalimbas, além de uma multiplicidade de música vocal. Alguns desses conhecimentos, técnicas e instrumentos foram trazidos pelos africanos para o Brasil e influenciaram decisivamente a cultura musical brasileira. Entretanto, nós pouco sabemos sobre isso.
Podemos aproveitar essas africanidades musicais como oportunidade para aprender e ensinar sobre a África e o Brasil africano. Acreditamos que mesmo sem conhecimentos técnicos sobre música, o educador pode se apropriar de materiais disponíveis para construir novas possibilidades educativas, trabalhando conteúdos que lhe sejam acessíveis.
Objetivos
Trazer conteúdos musicais de origem africana para o processo de ensino aprendizagem;
Trabalhar elementos da canção: letra, arranjo, identificação de instrumentos, familiarização com ritmo e melodia.
Apurar a capacidade de atenção auditiva e interpretação sonora.
Observar aspectos da poética e da rima na construção da letra.
Ligar conteúdos da letra com aspectos da geografia físico-política do continente africano.
Planejamento.
1. Providencie o CD “Pé com Pé” (de Sandra Peres e Paulo Tatit), rádio com toca CD, marcador permanente para a transparência e programar o uso do retroprojetor;
2. Disponibilize papel e lápis preto e de cor aos alunos;
3. Prepare a transparência de imagens dos instrumentos musicais africanos (Djembê, Kalimba, Marimba ou Balafon que podem ser encontradas no site www.casadasafricas.org.br).
4. Faça cópias em preto e branco do mapa político do continente africano;
5. Afixe um mapa político da África Contemporânea na sala,
Encaminhamentos
1 O Professor deve ouvir a canção “África” (faixa 15), ler a letra (página 34 e 35 do encarte do CD) e identificar seus conteúdos;
2 Ouvir e cantar a canção com as crianças, solicitando que elas identifiquem os instrumentos utilizados no arranjo (a atividade não sreá prejudicada caso os alunos não consigam identificar todos os instrumentos);
3 Solicitar às crianças que transcrevam a letra da canção, dirigindo a audição, ouvindo pausadamente cada trecho;
4 Disponibilizar cópia da letra da música “África” para os alunos;
5 Comparar o texto transcrito com a letra original;
6 Localizar e pintar os países do continente africano presentes na letra .
7 Projetar e mostrar dois instrumentos africanos (Djembe e Balafon) por meio de imagens.
Sugestões de materiais de apoio
Livro Koumba e o Tambor Diambê – Madu Costa
Jeandot, Nicole – Explorando o universo da música. Série Pensamento e ação no magistério. São Paulo: Scipione, 1990.
www.casadasafricas.org.br
Justificativa
A África é rica em diversidade musical e de instrumentos. Em todo continente há tambores de diversas formas, tamanhos e sonoridades, cordas, chocalhos e as marimbas e kalimbas, além de uma multiplicidade de música vocal. Alguns desses conhecimentos, técnicas e instrumentos foram trazidos pelos africanos para o Brasil e influenciaram decisivamente a cultura musical brasileira. Entretanto, nós pouco sabemos sobre isso.
Podemos aproveitar essas africanidades musicais como oportunidade para aprender e ensinar sobre a África e o Brasil africano. Acreditamos que mesmo sem conhecimentos técnicos sobre música, o educador pode se apropriar de materiais disponíveis para construir novas possibilidades educativas, trabalhando conteúdos que lhe sejam acessíveis.
Objetivos
Trazer conteúdos musicais de origem africana para o processo de ensino aprendizagem;
Trabalhar elementos da canção: letra, arranjo, identificação de instrumentos, familiarização com ritmo e melodia.
Apurar a capacidade de atenção auditiva e interpretação sonora.
Observar aspectos da poética e da rima na construção da letra.
Ligar conteúdos da letra com aspectos da geografia físico-política do continente africano.
Planejamento.
1. Providencie o CD “Pé com Pé” (de Sandra Peres e Paulo Tatit), rádio com toca CD, marcador permanente para a transparência e programar o uso do retroprojetor;
2. Disponibilize papel e lápis preto e de cor aos alunos;
3. Prepare a transparência de imagens dos instrumentos musicais africanos (Djembê, Kalimba, Marimba ou Balafon que podem ser encontradas no site www.casadasafricas.org.br).
4. Faça cópias em preto e branco do mapa político do continente africano;
5. Afixe um mapa político da África Contemporânea na sala,
Encaminhamentos
1 O Professor deve ouvir a canção “África” (faixa 15), ler a letra (página 34 e 35 do encarte do CD) e identificar seus conteúdos;
2 Ouvir e cantar a canção com as crianças, solicitando que elas identifiquem os instrumentos utilizados no arranjo (a atividade não sreá prejudicada caso os alunos não consigam identificar todos os instrumentos);
3 Solicitar às crianças que transcrevam a letra da canção, dirigindo a audição, ouvindo pausadamente cada trecho;
4 Disponibilizar cópia da letra da música “África” para os alunos;
5 Comparar o texto transcrito com a letra original;
6 Localizar e pintar os países do continente africano presentes na letra .
7 Projetar e mostrar dois instrumentos africanos (Djembe e Balafon) por meio de imagens.
Sugestões de materiais de apoio
Livro Koumba e o Tambor Diambê – Madu Costa
Jeandot, Nicole – Explorando o universo da música. Série Pensamento e ação no magistério. São Paulo: Scipione, 1990.
www.casadasafricas.org.br
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